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Por que um dentista foi virar um empreendedor?

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Ele não sabia empreender e hoje fatura quase R$ 1 milhão. Essa é a história de Arthur Lima, CEO da Afrosaúde e membro da Inventivos desde 2020.

A Afrosaúde é uma health tech de impacto social, focada em desenvolver soluções tecnológicas para a comunidade negra.

Confira abaixo como ele criou seu negócio do zero e quais estratégias utilizou para crescer sua empresa.

Quem é você?

Eu sou Arthur Lima, sou de Salvador e moro em Salvador. Sou formado em Odontologia, trabalhei no SUS e hoje eu empreendo sendo um dos fundadores da Afrosaúde que é um heathtech que cria soluções com foco na população negra brasileira e a gente vem trabalho desde 2019.

Empreender não era minha primeira opção de vida e acho que hoje com 31 anos eu me permito fazer diferentes coisas. A pergunta é: Por que um dentista foi virar um empreendedor? Fui fazer faculdade e jogam a gente numa caixa, achando que dentista não é empreendedor. Sendo que dentista tem empresa, cuida de estoque, de equipe, tem que estabelecer seu preço e isso não era muito estabelecido quando eu formei. E foi aprendendo na vida que eu percebi que já era pra eu ter essa mente empreendedora.

De onde veio a motivação para desenvolver sua ideia?

Na época, em 2019, eu vivia uma crise profissional. Eu amo Odontologia, mas odeio ficar em consultório.

Arthur Lima

Me incomodava ficar em quatro paredes de um consultório, por isso que eu gostava da Saúde Pública. E comecei a pensar em possibilidade do que eu poderia fazer sendo da área da saúde. Empreender não era minha primeira opção, mas o Igor, que é meu sócio, já tinha essa mente empreendedora.

A ideia surgiu por conta da dor de uma outra pessoa que sofreu um caso de discriminação no consultório odontológico e uma amiga me pediu indicação de uma dentista negra pra fazer tratamento de canal nessa cliente, porque ela só queria uma dentista negra.

E aquilo ficou martelando na minha mente. Eu queria criar um lugar onde as pessoas encontrassem os dentistas negros. Na minha cabeça não poderia ser um negócio. Poderia ser qualquer coisa, menos um negócio.

Como você transformou sua ideia em negócio?

A primeira coisa foi pesquisa sobre a saúde da população negra e entender as demandas mais latentes. Depois a gente fez uma pesquisa utilizando formulários e conseguimos criar um banco de dados de profissionais negros da saúde. A gente utilizou muito o Instagram pra poder validar a ideia, entender o que as pessoas estavam buscando, se eram psicólogos, se eram dermatologistas, se eram dentistas.

Tudo isso foi um método de pesquisa que a gente acabou criando e a gente gastou muito pouco porque a gente não tinha dinheiro de sobra pra investir.

E aí a gente percebeu que fazia sentido. As pessoas estão buscando profissionais, a gente conseguiu fazer as conexões (entre clientes e profissionais) de forma manual, e depois ficamos pensando em como transformar isso em um produto palpável.

Como você desenhou sua persona? Como chegou nesse cliente ideal?

Volta pro formulário que a gente utilizou de validação. É sobre fazer as perguntas certas. Não era um formulário longo, mas a gente queria saber onde em caso de pacientes, onde eles estavam, a idade, o que faziam e o que eles precisavam. Em caso de profissionais, queríamos saber a área de atuação, idade, gênero, cidades e a gente conseguiu desenhar.

E depois disso a gente percebeu que nossa persona, seja paciente ou profissional, é uma mulher negra, de 25 e 30 anos, é interessada em relações raciais. No caso de paciente, ela busca atendimento com psicólogo, psiquiatra, uma nutricionista ou uma dermatologista. Ela mora em Salvador, Rio ou São Paulo. E no caso da profissional, geralmente é uma mulher negra da mesma faixa etária, geralmente é psicóloga, tem pós-graduação. Ela é uma profissional que sente que não tem visibilidade no trabalho.

E essa pesquisa de validação se refletiu diretamente nos clientes que nós temos hoje no B2C.

Como vocês conseguiram seus primeiros 10 clientes?

A gente sempre utilizou muito as redes sociais e a produção de conteúdo para ir de fato na dor que nossos clientes tinham e precisavam ler ou ver.

Algo que Monique Evelle sempre fala é que sair na mídia precisa ter intenção. Entender o que a gente quer comunicar no veículo que nós estamos e no público que o veículo tem. Como é que a gente consegue atingir uma audiência mais qualificada com as oportunidades que a gente tem.

E o boca a boca sempre funciona né. Hoje no Twitter alguém pergunta sobre psicólogo negro e as pessoas comentam com o link da Afrosaúde.

Quais seus maiores aprendizados e erros na jornada empreendedora?

Não cobrar desde o início foi o mais grave. Outra coisa foi não conseguir descentralizar as funções porque a gente não tinha muita estrutura. Então eu não conseguia delegar direito. No início isso deixava a gente muito cansado e gerava conflitos em alguns momentos, mas depois que a gente dividiu o que cada um faz, tudo melhorou.

Compartilha com a gente dicas de pessoas, livros, podcasts pra galera que quer empreender.

Tem o podcast da Inventivos, o podcast Oxigenando ideias para a saúde e do do Float Vibes sobre saúde mental e trabalho.

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